Sermão das Dores da Sacratíssima Virgem Maria (1642)

SERMÃO DAS DORES DA SACRATÍSSIMA VIRGEM MARIA,

Depois da morte de seu benditíssimo Filho, em Lisboa, na igreja de Santa Mônica, e a religiosas de Santo Agostinho. Ano de 1642.


Dolores inferni circumdederunt me[1].

I – O dilúvio incompreensível das dores da Virgem Mãe na consideração da morte de seu Filho. A comparação de Jeremias e a semelhança do autor. A amargura do mar e os tormentos do inferno. Assunto do sermão: os extremos da dor da Virgem, Senhora nossa, comparados às penas do inferno.

Se as dores inconsoláveis podem ter alguma consolação e alívio, é a semelhança ou companhia de outrem que as padeça iguais. Assim o pôs em provérbio o comum sentimento dos homens, posto que desumano em parte. Levado deste pensamento o profeta Jeremias, com os olhos neste mesmo dia, e nesta mesma hora em que estamos, e considerando os extremos da dor, com que a espada de Simeão trespassou a alma da Mãe de Deus na morte lastimosíssima de seu Filho, em nome da mesma Senhora, e em figura da cidade de Jerusalém coberta de luto, pergunta a todos os que passavam à vista do Monte Calvário, se todos, ou algum deles viram alguma dor semelhante à sua: O vos omnes qui transitis per viam, attendite, et videte si est dolor sicut dolor meus[2]. E como ninguém respondesse, nem pudesse satisfazer à pergunta do profeta, na suspensão deste silêncio voltou ele para dentro de si a mesma pergunta, e pôs-se a considerar consigo a que criatura de quantas abraça o universo — entrando também na comparação as insensíveis — compararia a grandeza daquela dor: Cui comparabo te, vel cui assimilabo te, filia Jerusalem? Vel cui exaequabo te, et consolabor te, Virgo, filia Sion[3]? — E como não achasse a sua imaginação coisa alguma nem de maior grandeza nem de maior amargura que o mar, enfim se resolveu que só no mesmo mar podia achar a semelhança, e na mesma semelhança a consolação que buscava: Magna est velut mare contritio tua[4].

Assim disse Jeremias; mas, sendo um tão grande profeta, e o mais exercitado em casos lastimosos e tristes, disse pouco. O fel é mais amargoso que o mar, e o fel que a Senhora viu dar a seu Filho naquela ardentíssima sede foi uma pequena parte das suas amarguras. E, posto que o mar seja um elemento tão vasto e tão imenso, em que uma onda sobre outra onda, todas quebrando naquele lastimado coração, tinham alguma semelhança com os golpes repetidos e com a imensidade da sua dor; muito maior, mais alto e mais pesado era o pego sem fundo da sua pena, como aquele cuja tempestade subiu acima do céu, e em cujas ondas chegou a naufragar e afogar-se o mesmo Deus: Vem in altitudinem maris, et tempestas demersit me[5]. — Suposta esta verdade, e havendo nós hoje de vadear de algum modo o dilúvio incompreensível das dores da Virgem Mãe na consideração da morte de seu Filho, não lhe achando comparação ou semelhança nem no mar nem na terra, aonde a irei buscar? Seguindo os passos da mesma dor, adverti que a alma da Mãe seguia a do, Filho, e que a do Filho descia ao inferno: Descendit ad inferos. — E, porventura, descendo Cristo ao inferno, padeceu as penas que lá se padecem? Não: antes as desfez, como diz S. Pedro: Solutis doloribus inferni[6]. — Suposto isto, já achei o que buscava. O Filho no inferno sem dor, a Mãe neste mundo com dores, a que se não acha comparação? Logo, o Filho e a Mãe nesta hora partiram entre si o inferno: o Filho descendo ao lugar, e a Mãe padecendo as dores: Dolores inferni circumdederunt me[7], — Este será o meu assunto, que em tempo tão breve como o sinalado, só sendo tão extraordinário podia ser grande. E, posto que o nome do inferno pareça medonho, a propriedade da mesma comparação lhe tirará o horror.

II – Os extremos do amor forte como a morte e os extremos da dor dura como o inferno. As duas penas do inferno: a pena de dano, e a pena de sentido. A dor da Mãe de Deus e a pena do dano. Por que diz Cristo ao ladrão: Hoje estarás comigo no paraíso — se no mesmo dia desceu ao inferno, e lá o achou o Bom Ladrão? Se a privação de Deus, ainda que aborrecido, é a maior de todas as penas do inferno, qual será a privação do mesmo Deus sumamente amado, como a da Virgem Maria, sem a presença e vista de um Filho Deus?

Foros est ut mors dilectio, dura sicut infernus aemulatio[8] — disse profeticamente Salomão, falando do Esposo e da Esposa, isto é, Cristo e sua Mãe. Põe de uma parte o amor, e da outra a emulação competindo-se; e, por extremos da competência, da parte do amor a morte, e da parte da emulação o inferno. E quais foram os competidores? Os que já dissemos. Da parte do amor o Filho, que chegou a morrer por amor dos homens; e da parte da emulação a Mãe, que, vendo o Filho morto, chegou a padecer por ele as dores do inferno. De sorte que, comparando a fortaleza do amor com a dureza do inferno, no sepulcro do Filho se pode escrever por epitáfio: Fortis est ut mors dilectio — e no coração da Mãe por troféu: Dura sicut infernus aemulatio. — Dos extremos do amor forte como a morte pregaram hoje todos os púlpitos; dos extremos da dor dura como o inferno hei de falar eu agora, e peço atenção.

Duas penas se padecem no inferno: a pena de dano, e a pena de sentido. A pena de dano consiste na ausência de Deus. E, começando por esta, tal foi a primeira pena da dor de Maria. As outras ausências, ainda que sejam de quem muito se ama, são penas desta vida; só a privação e ausência de Deus é pena como a que no inferno, por antonomásia da perda, se chama pena de dano. Privação era a que Deus considerou em Adão, quando disse: Non est bonum esse hominem solum[9], — Privação foi a que considerou Jacó em Benjamim pela morte de seu irmão, quando disse: Et ipse solus remansit[10]. — Mas como as penas e as ausências eram semelhantes à companhia de que um se via falto, e outro privado, não mereciam o nome de dano, que só por excelência se deve à privação da companhia e vista de Deus, qual era a que a Senhora padecia nesta hora, privada da presença e vista de um Filho, que, juntamente, era seu Filho e seu Deus.

Disse o ladrão a Cristo: Domine, memento mei[11]. E o Senhor lhe respondeu: Hodie mecum eris in paradiso[12]. — Pois como in paradiso, se Cristo no mesmo dia desceu ao inferno, e lá o achou o ladrão, quando pouco depois expirou? Cristo no inferno, e o ladrão no inferno naquele dia, e também nos dois seguintes, e diz-lhe Cristo: Hoje estarás comigo no paraíso? — Sim, e por isso mesmo. Não vedes que disse Cristo ao ladrão que estaria com ele: Mecum eris? — Pois, por isso acrescenta também que estaria no paraíso, porque estar com Cristo em qualquer lugar, ainda que seja no inferno, é estar no paraíso. O in paradiso foi conseqüência do mecum eris. E se a glória de estar com Cristo no inferno faz do inferno paraíso, vede se a pena de estar sem Cristo neste mundo faria do paraíso inferno! A presença ou ausência de Deus é a que faz o inferno ou o paraíso, e não os lugares. O inferno começou no céu, quando os anjos foram privados da vista de Deus; e o paraíso começou no inferno, quando os santos padres viram lá a Cristo. E esta era a diferença em que os olhos e coração da Senhora se viu nesta hora.

Se aos bem-aventurados lhes faltasse o lume da glória, ainda que ficassem no céu os mesmos bem-aventurados, deixariam subitamente de o ser, e começariam a padecer a pena de dano, que é a privação da vista de Deus. Isto mesmo lhe sucedeu hoje à Virgem: Et lumen oculorum meorum, et ipsum non est mecum[13]. — Faltou-lhe o lume de seus olhos, e nesta privação da vista de seu Filho e seu Deus, padecia uma pena em tudo semelhante à pena de dano. Comparai aquele mecum eris com este non est mecum, e assim como ali tirou Cristo por conseqüência o paraíso, assim aqui devemos nós tirar, pela mesma conseqüência, o inferno.

Oh! que profunda conferência faria a Senhora sobre este et ipsum non est mecum! Lembrada de quando lhe disse o anjo: Dominus tecum[14] — Então — diria — ainda que me anunciasse Gabriel que meu Filho havia de remir o mundo, e eu sabia bem que havia de ser por morte de cruz, como me disse que ele estava e havia de estar comigo, tudo se me fazia leve. Quando outra vez nos veio anunciar o desterro do Egito, como disse: Accipe puerum, et matrem ejus[15] — nele, e com sua companhia se me faziam fáceis todas as perseguições e todos os trabalhos. Uma vez o perdi com dor quase semelhante a esta; mas então tive a liberdade para o buscar e achá-lo: agora, que entre mim e ele está em meio toda a terra, que remédio pode ter a minha dor? Facilmente me resolveria a fazer o que disse Jacó na morte de José, tanto menos desconsolado quanto vai de filho a filha: Descendam ad fillium meum lugens in infernum[16]. — Mas esta graça de acompanhar a meu Filho na morte, não quis ele que eu a tivesse. Enfim, só isto tem menos de inferno a minha pena, que é conforme com a sua vontade.

Porém, e nisto era menor a pena da Senhora, que a pena de dano, que no inferno se padece, em outra circunstância a excedia muito, que era a do amor. A pena de dano do inferno é somente carecer da vista de Deus; mas não da vista de Deus amado, porque os que no inferno padecem esta privação, tão longe estão de amar a Deus, que antes o aborrecem furiosamente. E se a privação de Deus, ainda que aborrecido, é a maior de todas aquelas penas, qual será a privação do mesmo Deus sumamente amado? Amava a Senhora incomparavelmente mais todas as mães a seus filhos, amava incomparavelmente mais que todos os bem-aventurados a Deus. Vede que pena seria a sua na privação da presença e da vista de um Filho Deus? Dura sicut infernus aemulatio.

III – A pena dos sentidos. Por que diz a Senhora que para ela, e não para seu Filho, foi a Paixão um feixe de mirra? Quanto maior força teve a apreensão e compreensão de toda a Paixão junto para atormentar a alma da Mãe de Deus. Razões dos efeitos que fez a Paixão na alma do Filho de Deus durante a agonia do Horto. As dores da Virgem Maria, e a sarça ardente do deserto. Os tormentos do inferno e a impossibilidade da morte.

Mas porque este gênero de pena excede toda a compreensão humana, passemos à segunda, que é a pena de sentido. As penas do sentido no inferno são muito diferentes de todas as que se padecem nesta vida, porque as desta vida padecem-se em tempo sucessivamente, e por partes, e as do inferno padecem-se na eternidade, que é duração indivisível e simultânea, e assim não se padecem uma depois da outra, senão todas juntas. Esta mesma diferença tiveram as penas da Senhora nesta hora, comparadas com as suas e as de seu Filho na Paixão. Na Paixão, primeiro se padeceram as injúrias da prisão, depois os açoites da coluna, depois os espinhos da coroação, e ultimamente os cravos e a cruz. Porém, nesta hora padeceu-as a Senhora todas juntas.

Assim o disse a mesma Senhora por boca da Alma Santa: Fasciculus myrrhae dilectus meus mihi; inter ubera mea commorabitur[17]. — A mirra, como tão amargosa, foi figura da Paixão de Cristo; e, como tal, oferecida a ele nos misteriosos dons dos reis do Oriente. Pois, por que diz a Senhora, que para ela — mihi — e não para o Filho, foi a Paixão um feixe de mirra? Porque Cristo na sua Paixão padeceu os seus tormentos divididos; e a Senhora depois dele, e na sua consideração, padeceu-os juntos. Ele, divididos em diversos tempos e partes do corpo, ela, juntos no mesmo tempo e no mesmo coração, O ódio dos inimigos de Cristo, por mais cruel que fosse, não o pôde atormentar senão por partes, e, assim como o Senhor padeceu todos os tormentos sucessivamente e divididos, assim também a Mãe, quando o seguia e acompanhava. Porém, depois da sua morte, só, sem ele e consigo considerava tudo o que naquele dia tinha passado. Ali se ataram e uniram todos os tormentos da prisão, dos açoites, da coroa, da cruz, dos cravos, da lança, e de todos os outros tormentos, e se fez um composto de penas, que, sendo cada um insofrível e imenso para a dor, cabia todo junto dentro do coração e entre aqueles sagrados peitos, que em diferente cor haviam dado ao Filho o mesmo sangue que derramou: Inter ubera mea commorabitur,

E para que se veja quanto maior força tinha esta apreensão e compreensão de toda a Paixão por junto, para atormentar a alma da Mãe, vejamos os efeitos que fez na alma do Filho, Estando Cristo no Horto, foi tal o temor, o horror e a tristeza que concebeu dos tormentos de sua Paixão, que três horas inteiras prostrado por terra pediu a seu Eterno Pai o absolvesse dela: Transeat a me calix iste[18]. — E, finalmente, vendo que não era possível, segundo os decretos divinos, foi tal e tão estranha a sua agonia, que suou copioso sangue, e foi necessário que viesse um anjo a confortá-lo. Neste ponto entrou o Senhor a padecer os mesmos tormentos, e todos sofreu com admirável paciência e constância, sem escusa, sem se lhe ouvir palavra, sem antecipar o sangue às feridas, e sem que homem da terra nem anjo do céu o animasse; antes, vendo que se acabavam, disse: Sitio[19] — não tanto pela sede que o atormentava, como pela sede que tinha de mais padecer. Pois, se agora padece com tanto valor, alegria e magnanimidade, sendo estes tormentos, não outros senão os mesmos que antevia e considerava no Horto, por que então lhe causaram tanto horror, e lhe pareceram, e verdadeiramente eram, tão intoleráveis e insofríveis, e agora não? Porque então estavam todos juntos na apreensão, e agora divididos no sofrimento: Transeat a me calix iste (Mt. 26, 39) — então estavam todos os tormentos juntos em um cálix, e este mesmo composto de todos os ingredientes da Paixão, que depois, bebidos por partes, eram muito inferiores à sua paciência e valor; unidos todos e representados por junto, à mesma paciência e valor eram insuportáveis e insofríveis. Tal foi a diferença dos tormentos que agora padecia a Senhora, aos que tinha padecido ao pé da cruz! Estes foram como os que Cristo padeceu no Calvário, aqueles como os que padeceu no Horto; estes, divididos e por partes, como tormentos desta vida; aqueles, todos juntos e sem sucessão, como os da eternidade do inferno: Dura sicut infernos aemulatio.

Finalmente, para que lhe não faltasse a circunstância de dureza e rigor semelhante à do inferno, notai que, sendo tão grandes, não bastaram a lhe tirar a vida. Foram tão excessivos os tormentos da Virgem na Paixão de seu Filho, que diz S. Bernardo que, se se repartissem por todas as criaturas viventes, bastariam a tirar a vida a todas. Mais. Era tão grande o amor da Senhora, e o afeto temíssimo com que desejava não se apartar da presença e vista de seu Filho, que teria por grande benefício ou morrer, para que ele não morresse, como dizia Davi na morte de Absalão, e já que isto não pudesse ser, ao menos morrer juntamente com ele. Pois, se a Senhora desejava tanto a morte, e os tormentos eram bastantes para lhe tirar mil vidas, por que não morreu entre suas penas? Porque esta é a propriedade dos tormentos do inferno: Dura sicut infernus aemulatio — não só dura porque atormenta duramente, senão também porque, atormentando, endurece a quem atormenta, e matando, imortaliza para sempre matar. Nesta vida temem os homens a morte, e todos andam fugindo dela; no inferno, pelo contrário, todos desejam morrer, e a morte foge de todos: Fugiet mors ab eis[20]. — Eis aqui qual foi a dureza e o rigor dos tormentos e penas da Mãe de Deus, depois da morte de seu Filho. A de dano e a de sentido, ambas como as do inferno em atormentar, e ambas como as do inferno em lhe não darem a morte.

Esta foi aquela grande maravilha que viu Moisés no deserto de Madiã: Vadam, et videbo visionem hanc magnam, quare non comburatur rubus[21]. — O fogo desta vida consome tudo o que abrasa; o fogo do inferno abrasa e não consome. E que sarça era a que assim ardia, senão a que foi representada nela, e nunca com tanta propriedade, como nesta hora, toda espinhos, toda tormentos e toda dores, mas toda ardendo em um fogo, que, devendo-lhe tirar a vida, para maior continuação do sentimento, a conservava viva e imortal. O fogo do amor e dos tormentos de Cristo foi como fogo da terra, que lhe tirou a vida: Fortis est ut mors dilectio[22] — o fogo do amor e tormentos de Maria, foi como fogo do inferno, que a endureceu contra a morte: Dura sicut infernus aemulatio[23]. — E este foi o cerco em que aquelas dores puseram a maior e mais angustiada alma, tão apertado, que o não podia sofrer a vida, e tão fechado, que o não podia aliviar a morte: Dolores inferni circumdederunt me.

Mas o que não puderam declarar as minhas palavras, vejam agora os olhos naquela piedosa imagem viva sem vida, e morta sem poder morrer: Vadam, et videbo visionem hanc magnam[24].

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[1] Dores de inferno me cercaram (SI. 17, 6).
[2] No original: similis sicut dolor meus: Ó vós, todos os que passais pelo caminho, atendei, e vede se há dor semelhante à minha dor (Lam. 1, 12).
[3] A quem te compararei, ou a quem te assemelharei, filha de Jerusalém? A quem te igualarei, e como te consolarei, ó Virgem, filha de Sião (Lam. 2, 13).
[4] Grande é como o mar o teu desfalecimento (ibid.).
[5] Cheguei ao alto-mar, e a tempestade me submergiu (SI. 68, 3).
[6]Tendo-o solto das dores do inferno (At. 2, 24).
[7] Dores de inferno me cercaram (SI. 17, 6).
[8] O amor é valente como a morte, o zelo do amor é inflexível como o inferno (Cânt. 8, 6).
[9] Não é bom que o homem esteja só (Gên. 2, 18).
[10] E ele ficou só (Gên. 42, 38).
[11] Senhor, lembra-te de mim (Lc. 23, 42).
[12] Hoje serás comigo no paraíso (ibid. 43).
[13] E ainda o mesmo lume dos meus olhos não está já comigo (SI. 37, 11).
[14] O Senhor é contigo (Lc. 1, 28).
[15] Toma o menino e sua mãe (Mt. 2, 13).
[16] Chorando, descerei para meu filho ao inferno (Gên. 37, 35).
[17] O meu amado é para mim como um ramalhete de mirra; ele morará entre os meus peitos (Cânt. 1, 12).
[18] Passe de mim este cálix (Mt. 26, 39).
[19] Tenho sede (Jo. 19, 28).
[20] A morte fugirá deles (Apc. 9, 6).
[21] Irei, e verei esta grande visão, por que causa se não consome a sarça (Êx. 3, 3).
[22] O amor é valente como a morte (Cânt. 8, 6).
[23] O zelo do amor é inflexível como o inferno (ibid.).
[24] Irei, e verei esta grande visão (Êx. 3, 3).

Fonte: https://www.literaturabrasileira.ufsc.br/documentos/?action=download&id=49828